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Custos da construção maiores em abril

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de 1,21% em abril, o que representa uma alta de 0,22 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,99%). Com o resultado, em últimos 12 meses, a elevação chega a 15%, resultado abaixo dos 15,75% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Já no ano, o acumulado ficou em 3,52%.
De acordo com o estudo, a parcela do material, que vinha apresentando taxas abaixo de 1%, teve alta de 1,86% em abril, registrando a maior variação desde agosto de 2021 e subindo 1,38 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,48%). Considerando o índice de abril de 2021 (3,14%), houve queda de 1,28 pontos percentuais.
Já a mão de obra apresentou taxa de 0,24%, recuando 1,51 ponto percentual em relação a março (1,75%). Comparando com abril do ano anterior (0,18%), houve aumento de 0,06 ponto percentual.
A pesquisa indica que, de janeiro a abril, os acumulados fecharam em 3,79% (material) e 3,12% (mão de obra) e, em 12 meses, ficaram em 19,71% (material) e 8,53% (mão de obra), respectivamente.

Fonte: Revista Anamaco

Faturamento menor e emprego estável

O faturamento real da indústria e a massa salarial registraram queda em março na comparação com fevereiro deste ano, enquanto o índice de emprego se manteve estável pelo segundo mês consecutivo. Os dados são dos Indicadores Industriais, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa aponta para uma perda no ritmo de recuperação do emprego no início de 2022, o que interrompe uma trajetória de alta iniciada no segundo semestre de 2020. Além da estabilidade em relação à geração de empregos, os Indicadores mostram que as horas trabalhadas na indústria em março se mantiveram no mesmo patamar de fevereiro. Esse cenário, de acordo com o estudo, reflete o baixo crescimento da indústria no primeiro trimestre do ano e se soma ao momento de inflação elevada.
Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, lembra que, depois de uma queda nos empregos provocada pela pandemia entre fevereiro e julho de 2020, houve recuperação consistente com 20 meses de crescimento ou estabilidade. "Na comparação com março de 2021, a alta é de 2,7%, mas os primeiros três meses de 2022 mostram a perda do ritmo de recuperação do emprego que se verificou em 2021", destaca Azevedo.
Entre os indicadores que registraram baixa está o rendimento médio real da indústria, com queda de 0,2 ponto percentual, juntando-se aos índices negativos relativos à massa salarial real (- 0,3 ponto) e ao faturamento real (- 0,4 ponto), que acumula o segundo recuo consecutivo.
Por outro lado, a pesquisa mostra que a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) encontra-se estável em um patamar elevado e acima do nível pré-pandemia. A UCI atingiu 80,9%, o que significa 0,2 ponto percentual abaixo do nível registrado em março do ano passado.

Fonte: Revista Anamaco

Primeiro trimestre registra alta de 1% nas vendas no comércio varejista

De acordo com os dados apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em março, o volume de vendas no varejo nacional teve alta de 1,0% frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal. Com isso, a média móvel trimestral avançou em 1,6% no trimestre encerrado em março.
No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas em março aumentou 0,7% sobre fevereiro. Nesse índice, a média móvel trimestral avançou em 1,1% no trimestre encerrado em março.
O avanço no volume de vendas do varejo, em março, registrou taxas positivas em seis das oito atividades pesquisadas: equipamentos e material para escritório informática e comunicação (13,9%), livros, jornais, revistas e papelaria (4,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,4%), combustíveis e lubrificantes (0,4%), móveis e eletrodomésticos (0,2%) e tecidos, vestuário e calçados (0,1%).
No comércio varejista ampliado, material de construção recuou 0,1% entre fevereiro e março, enquanto veículos e motos, partes e peças cresceu 2,2% no período.
Na comparação com março de 2021, o varejo avançou 4,0%, com taxas positivas em sete das oito atividades: tecidos, vestuário e calçados (81,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (36,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,9%), equipamentos e material para escritório informática e comunicação (16,2%), móveis e eletrodomésticos (6,7%), combustíveis e lubrificantes (6,0%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,5%).
No comércio varejista ampliado, o aumento de 4,5% nas vendas frente a março de 2021, foi seguido tanto por veículos e motos, partes e peças (7,3%) quanto por material de construção (1,2%). No caso do material de construção, essa foi a primeira taxa positiva após oito meses de quedas. Tanto no acumulado do ano quanto nos últimos dozes meses o resultado é negativo: -4,8% no ano e -1,0% nos últimos dozes meses. Na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e o mesmo período de 2021, material de construção registra queda de 4,8%.

Fonte: Revista Anamaco