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Brasileiros têm interesse por empréstimo para renovação de casa neste fim de ano

A última edição do Índice FinanZero de Empréstimos (IFE), do FinanZero, correspondente bancário on-line, aponta que a intenção de pedir empréstimos para renovar a casa foi de 20,61%, em outubro, sendo a segunda maior motivação para a solicitação de crédito, ficando atrás apenas da quitação de dívidas, que representa 46,93%. Em terceiro lugar, há a intenção de tomar crédito para compras (17,54%), fator também comum para o período do ano com as compras para o Natal se aproximando.
A pesquisa, que entrevistou 500 internautas entre os dias 28 de outubro e 04 de novembro, revela que, no total, 46% deles disseram que pretendem tomar um empréstimo nos próximos três meses, o que representa um aumento de 19% em relação a setembro.
Com o fim do ano se aproximando e a transição para outro, a ideia de renovação se faz presente em muitos aspectos na vida, incluindo a renovação da casa. As reformas dão a sensação de algo novo, refletindo o recomeço e a chegada do próximo ano.
Além disso, com a pandemia, as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa, inclusive com a modalidade de trabalho remoto sendo cada vez mais aceita. Por isso, as mudanças em casa se tornaram mais frequentes para adaptar os ambientes de acordo com as novas necessidades, deixando-os mais funcionais e confortáveis, e o final do ano pode ser um bom período para esse tipo de renovação.

Termômetro da Abramat indica que dezembro deve ser positivo

A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) divulgou nesta quarta-feira (01 de dezembro), a nova edição do Termômetro da indústria do setor. A pesquisa de opinião, realizada com as lideranças do segmento, indica que as empresas associadas estão otimistas sobre os resultados de novembro. A apuração mostrou que 13% esperam um desempenho muito bom, 39% bom e 39% regular. Somente 9% dos associados têm expectativas negativas quanto aos resultados do mês.
O estudo também indica que a expectativa sobre dezembro é muito boa para 4% dos associados, enquanto para 22% o mês deve ser de bons resultados. A regularidade nas vendas foi o resultado mais apontado, com 65%. Novamente, apenas 9% dos associados têm expectativas negativas para dezembro.
A pesquisa apresenta os dados consolidados de outubro, revelando que o mês foi de resultados positivos para setor, com 26% dos associados considerando o período muito bom, 30% bom e 43% regular.
Outro fator levantado mostra que, em novembro, a utilização da capacidade industrial atingiu 80%. Já as pretensões de investimento apresentaram aumento de 6 p.p. sobre outubro, com 83% das indústrias indicando investimentos nos próximos 12 meses, seja para aumento da capacidade produtiva, seja para modernização dos meios de produção.
Na avaliação de Rodrigo Navarro, presidente da Abramat, os dados apurados indicam um final de 2021 positivo para a indústria de material de construção. “Em julho, revisamos para cima a expectativa de crescimento do faturamento do segmento para 8%, algo que deve se confirmar ou até ser superado. A construção desse resultado vem sendo registrada no Termômetro da Abramat, com avaliações majoritariamente positivas feitas pelos nossos associados ao longo de todo o ano", revela o executivo.

Vendas no varejo paulista devem crescer

O comércio varejista no Estado de São Paulo deve crescer 5% em dezembro, motivado pelo pagamento do 13º salário e seu impacto maior nas compras de Natal. A projeção é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
De acordo com a entidade, a injeção do recurso será o fator decisivo, já que será 57,5% maior do que em relação ao registrado no fim de 2020. O contexto de maior oferta de crédito - dando acesso ao consumo de bens duráveis -, com lojas sem restrições de funcionamento e mais circulação de consumidores, também contribuirá para o resultado. Confirmando-se a estimativa, o varejo paulista deve atingir R$ 91 bilhões em vendas no mês do Natal, o que significa R$ 4,2 bilhões a mais sobre o ano anterior.
Com a injeção do benefício seguindo os padrões pré-pandemia, R$ 9,5 bilhões do valor recebido do recurso deverão ser destinados ao consumo nesta época do ano. São R$ 3,1 bilhões a mais na economia, o que significa uma elevação de 47% em relação ao ano anterior, respondendo por 74% do acréscimo mensal previsto de R$ 4,2 bilhões em relação a dezembro de 2020.
Dentre as atividades do varejo, o segmento de vestuário deverá ter o melhor movimento de vendas no mês, com crescimento estimado de 28%, ante dezembro de 2020. Já os supermercados (-2%), as farmácias e perfumarias (-3%) e as lojas de móveis e decoração (-5%) devem ser os destaques negativos deste ano.
O varejo de material de construção, por sua, vez, deverá crescer 3% em dezembro em relação ao mesmo mês do ano passado.